terça-feira, 5 de novembro de 2013

Pesquisa e Animação


Conforme Lima (2011) a presidenta Dilma Roussef sancionou o PLC 116 (antigo PL 29) e o transformou na Lei n. 12.485 que “dispõe sobre a comunicação audiovisual de acesso condicionado”. Trata-se de uma lei complexa que, depois de longa tramitação no Congresso Nacional, iniciada ainda em 2007, havia sido aprovada no Senado Federal no dia 16 de agosto. Especialistas comprometidos com a democratização das comunicações têm elogiado a Lei e até mesmo afirmado que aqueles que não a celebram “ainda não entenderam as mudanças que ocorrem no mundo e vivem no passado”. Todavia, dúvidas importantes persistem, o debate continua necessário e algumas questões não podem ser ignoradas, inclusive a relação da Lei com o inadiável marco regulatório para as comunicações.

Para se compreender algumas questões polêmicas

1. Um dos objetivos da Lei 12.485 é unificar a legislação sobre a TV paga, independente da tecnologia utilizada. Até aqui existiam legislação e/ou regulamentos diferentes - e até mesmo conflitantes - para as diferentes modalidades, isto é, cabo ótico; satélite (Direct-to-Home ou DTH) e micro-ondas (Multipoint Microwave Distribution Services ou MMDS).

2. A nova Lei, libera completamente a participação do capital estrangeiro antes permitido para as operadoras por DTH e MMDS e apenas limitado no cabo (a 49%). A justificativa é estimular a competição e, segundo defensores da Lei, oferecer “novas opções de conteúdo audiovisual de qualidade e melhores serviços, por menores preços”.
Esse é o primeiro ponto polêmico. Brechas na regulação anterior já possibilitavam a presença do capital estrangeiro em proporções maiores do que a nominalmente permitida na TV a cabo. Além disso, como se trata de um setor estratégico, não deveria haver algum tipo de proteção ao capital nacional? Haverá incentivo real à competição permitindo-se a entrada no mercado das teles que são oligopólios globais? Pode-se falar em competição quando ela ocorre entre uns poucos oligopólios? Os preços dos serviços atualmente oferecidos por estes oligopólios (telefonia fixa e móvel) não estão entre os mais elevados do planeta?
3. Defensores da Lei destacam a distinção que ela estabelece entre os diferentes elos da “cadeia produtiva” da TV paga, vale dizer: produção, programação, empacotamento e distribuição. É a primeira vez que isso acontece no Brasil e, diz-se, o futuro aponta para a necessidade de se separar a regulação da distribuição daquela da produção de conteúdos audiovisuais. Alega-se, por exemplo, que na América do Norte, em alguns países da Europa e na nossa vizinha Argentina, a TV paga já supera a TV aberta. Esse é outro ponto polêmico.
A TV “consumida” por mais de 80% da população

Ainda segundo Lima (2011) os últimos dados disponibilizados pela Anatel indicam que, em agosto de 2011, a TV paga chegava a 11,6 milhões de domicílios, ou seja, a 38,3 milhões de brasileiros ou cerca de 20% do total da população. A densidade (assinantes por 100 domicílios) média dos serviços de TV Paga é de 19,4, mas treze estados estão abaixo dela e há unidades da federação, como o Piauí, onde a densidade é de apenas 4,3. Ademais, em cada 100 TVs pagas ligadas nos oito principais mercados brasileiros, mais de 60 sintonizam os canais de TV aberta na maior parte do tempo [agosto de 2011]. Não nos esqueçamos, todavia, que o mercado de TV paga não é nada desprezível. Em 2010, seu faturamento bruto atingiu R$ 1,011 bilhão. Isso representou cerca de 4% do total da verba destinada à publicidade no país (Projeto Inter-Meios). Supondo que a TV paga, de fato, seja o destino pré-determinado para a maioria da população brasileira, consideradas as imensas diferenças de renda ainda existentes no país, em quanto tempo teríamos aqui uma situação semelhante, por exemplo, à Argentina (cerca de 50% da população)? Não conheço (e não encontrei) as projeções da indústria, mas suponho que ainda vá demorar se é que vai acontecer.

Desenhos brasileiros exibidos na TV paga

Título: Carrapatos e Catapultas
Snopse: A primeira temporada de Carrapatos e Catapultas teve 13 episódios, direcionada para crianças de 8 a 12 anos, a série aposta num universo maluco e irreverente, meio real e meio absurdo. Através de um humor baseado na linguagem nonsense, a série tem por objetivo fazer os jovens se divertirem e pensarem sobre questões pertinentes ao seu dia-a-dia. A série Carrapatos e Catapultas apresenta instigantes aventuras dos carrapatos bicos de pato Bum, Bod, Bolão e Baixinho. Grandes amigos habitantes do Planeta Vaca. Nesse planeta, os carrapatos já nascem com pára-quedas, se locomovem através de catapultas, adoram sugar gororoba e pensam que engordando vão explodir para ir morar no mundo dos carrapatos fantasmas, considerado o paraíso para eles. Outros personagens fixos da série são: -Doutor Froide (médico maluco); -Bonaparte (chefe dos estagiários Bum, Bod e Bolão); -Pati (carrapata apaixonada por Bum, trabalha na Suganete); -Carrapato Severino (cantor e rimador, mora em uma pedra flutuante); -Raimundinho (toca triângulo é auxiliar de Severino); -Dona Dulcina (carrapata velha); -Carrapato Leonardo (é o inventor); -Splash (carrapato surfista); -Tic e Tac (carrapatos mafiosos gêmeos siameses, trabalham para Dom Corleone); -Dom Corleone (carrapato mafioso arqui-inimigo de Bonaparte); -Super hiper mega carrrapato (super herói dos carrapatos); -Pedráculos (arqui-inimigo-amigo do Super hiper mega carrapato.
Estúdio: Zoom Elefante
Diretor: Almir Correia
Canal de exibição: Cartoon Network Brasil

Título: As aventuras de Gui & Estopa
Snopse: A série narra as aventuras de Gui e Estopa, dois jovens cães antropomórficos e seus amigos a cadela Cróquete, o pitbull Piti, a menina Fifi e o rato Riba.
Estúdio: -
Canal de exibição: Cartoon Network Brasil

Título: Tromba Trem
Snopse: Gajah, um elefante indiano que perdeu a memória conhece Duda, uma tamanduá vegetariana. Eles encontram uma colônia cupim cuja Rainha acredita ser de outro planeta. Todos juntos viajam num trem a vapor pela América do Sul. A cada episódio conhecem um novo lugar e um novo personagem.
Estúdio: Copa Studio
Diretor: Brandão
Canal de exibição: Cartoon Network Brasil

Título: Escola pra Cachorro
Snopse: Os episódios mostram cinco cãezinhos que passam o dia em uma "creche" para animais, onde brincam, aprendem e fazem muitas amizades.
Estúdio: Lightstar Studios
Diretor: Marcelo Fernandes De Moura
Canal de exibição: Nickelodeon Brasil

Título: Julie e os Fantasmas
Snopse: O líder dos fantasmas. Daniel é egoísta, cético, cínico, esnobe, arrogante e materialista. Mas só na superfície porque, basicamente, é sensível, romântico e tem um grande coração. Sua paixão é um assumido sentimento pela música, porém Daniel também esconde um grande amor por Julie.
Estúdio: Mixer Produtora
Diretor: Rick Bonadio
Canal de exibição: Nickelodeon Brasil

Referências Bibliograficas

Lima, Venício A. Quem (de fato) ganha com a Lei 12.485?

Disponível em:
Acessado em: 06 de novembro de 2013.

Site Cartoon Network

Acessado em: 06 de novembro de 2013.

Site Nickelodeon

Disponível em: <http://mundonick.uol.com.br/>
Acessado em: 06 de novembro de 2013.

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